domingo, 14 de fevereiro de 2010

O tal Deus Africano...

Tinha um aspecto comum, desses tipos que passam por nós mil vezes e não os topamos.
Sentada na mesa do canto do Café Meskita, oiço um pequeno ruído que vem da porta. Não sei o que foi, mas sei o que vi. Entra um individuo com uma camisa colorida de alegria. Não fora o tecido, nunca teria visto este Deus africano, bonito dentu rostu. Era um rosto comprido. Emergiam daquela cabeça esculturais tentáculos negros que delimitavam uma testa perfeita. As sobrancelhas eram espessas e duas azeitonas escuras iluminavam toda a superficie daquele quadro perfeito. Não tinha o nariz pequeno, na verdade, era uma longa batatinha empinada, o que condizia na perfeiçao com os lábios carnudos que descobriam uma fileira de teclas de marfim polidas. Era um Deus Africano esculpido à mão.


Vera Cruz

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